Há pelo menos duas escolhas no teu estilo de vida que influenciam a tua saúde, em particular as mulheres. Um novo estudo 1 diz que há uma correlação entre o cancro da mama, o álcool e o exercício.
Vai Com Calma
O acto de comer faz parte das nossas vidas, mas já alguma vez paraste para pensar porque comes? Uns diriam porque gostamos, outros porque necessitamos para nos mantermos vivos. Ora na primeira resposta comemos porque gostamos de comida e porque tiramos prazer do sabor e cheiro dos alimentos, sendo este aspecto da motivação endógeno. Por outro lado, comemos porque temos fome e desejamos alimento para ficar saciados. Este aspecto do comportamento motivado de comer é considerado como uma “redução do impulso” ou a satisfação de um desejo.
As pessoas consideram que o gostar e o querer são dois aspectos de um mesmo processo, uma vez que estamos mais predisposto a comer aquilo que gostamos, no entanto, estudos sugerem que o gostar e o querer são mediados por diferentes circuitos encefálicos. Ora vejamos…
O Papel da Dopamina na Motivação
O comportamento alimentar é motivado pela estimulação eléctrica do hipotálamo lateral. A ingestão de alimentos é assim motivada pela activação dos neurónios orexigénicos daquela área cerebral. Para além do hipotálamo lateral, a estimulação eléctrica vai também activar os axónios dopaminérgicos do sistema dopaminérgico mesocorticolímbico.
Evidências científicas sugerem que o sistema dopaminérgico tem forte influência na motivação de diversos tipos de comportamentos, incluindo o alimentar. Se, por outro lado, os neurónios dopaminérgicos forem destruídos, ou se os seus receptores da dopamina estiverem bloqueados com drogas, a estimulação eléctrica será menos eficaz do desencadeamento do comportamento alimentar.

Serotonina, Alimento e Humor
Desde sempre que o humor está ligado à ingestão de alimentos, uma pessoa fica satisfeita quando ingere algo de que gosta muito e fica mais triste quando tem de fazer determinadas restrições na sua dieta.
O sistema encefálico responsável pela regulação do humor usa a serotonina como o principal neurotransmissor, sendo esta um forte elo entre alimento e humor.
Investigadores observaram que os níveis de serotonina no hipotálamo são mais baixos nos períodos de jejum, aumentando com a antecipação à chegada de alimento, apresentando um pico durante uma refeição, especialmente como resposta aos hidratos de carbono.
Actualmente acredita-se que disfunções na regulação de serotonina no encéfalo sejam um dos factores que contribuem para as perturbações alimentares, como a anorexia nervosa e a bulimia nervosa. Estas perturbações são normalmente seguidas de episódios de depressão, transtorno severo do humor relacionado a baixos níveis de serotonina no encéfalo. 1
Agora que já sabes mais sobre o que acontece no teu cérebro quando tens fome e quando acabas de comer, nada como saborear uma refeição saudável e desfrutar desse momento!
Bom Apetite e Sorri!
Andreia Vaz
Olá a todos!! Sou natural de Lisboa, mas as minhas raízes Transmontanas fazem-me ser uma amante da natureza, simplicidade e generosidade.
Estudei Psicologia Clínica na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e, diariamente, trabalho com o objectivo de proporcionar à população uma melhor integração e adaptação à sociedade, tarefa árdua, mas muito gratificante!!
Sou adepta de que temos de aproveitar cada momento da nossa vida o melhor que pudermos, e nada melhor do que fazermos o que gostamos, com quem gostamos, acompanhados por uma gargalhada sonora! Gosto muito de estar com a minha família e amigos, de ler, de conhecer novos locais e culturas numa boa viagem, de animais (tenho 2 gatinhos), de uma boa refeição (não tivesse eu as minhas origens), de rir, e de muitas outras coisas que a vida nos oferece. Actualmente pratico desporto, natação e aulas de grupo, o que considero muito importante, a par com uma alimentação equilibrada, para a manutenção de um estilo de vida saudável.
Espero que gostes do nosso trabalho e que te seja útil no teu dia-a-dia. Desfruta a vida o melhor que conseguires, não esquecendo que tens poder de decisão sobre as tuas escolhas!
Bear, M. F. Connors, B. W. & Paradiso, M. A. (2002). Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. (2a Ed). Porto Alegre: Artmed Editora. ↩
Eu sou a prova viva que um comedor de carne inveterado pode mudar. Costumava dizer que era vegetariano no acompanhamento do prato. Hoje o acompanhamento tomou conta do prato e nunca me senti melhor.
Tens um trabalho para entregar, mas nem olhas para ele porque ainda falta muito tempo para a data de entrega.
Tens uma apresentação para preparar, mas amanhã é o melhor dia para a começar.
Vais começar a comer melhor, a fazer exercício, a deitar cedo… p’rá semana que vem.
Sentas-te em frente ao computador para começar a trabalhar, mas quando dás por ti, estás a ver vídeos de gatinhos fofinhos e a compilação dos melhores vines do ano.
Consegues-te rever em alguma destas situações?
Sim? Então deixa-me dizer-te que és oficialmente um procrastinador!
Mas não te preocupes, o blogger Tim Urban mostra de uma forma extremamente “científica” o que se passa na cabeça de um verdadeiro procrastinador, e como dar a volta ao teu eu que não és tu.
